quinta-feira, 16 de abril de 2026

Rombo de R$ 4,4 mi ameaça atendimento do Samu 192 em Ipatinga e região

20/06/2025 2229 visualizações
Rombo de R$ 4,4 mi ameaça atendimento do Samu 192 em Ipatinga e região

O Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência da Macrorregião Leste (Consurge), responsável pelo Samu na região do Vale do Aço e Vale do Rio Doce, segundo informações, projeta um prejuízo de R$ 4,4 milhões devido à insuficiência nos repasses federais. A situação é compartilhada por outros nove consórcios intermunicipais de saúde de Minas Gerais, que apontam um rombo total de R$ 56,8 milhões no custeio do serviço.

Segundo os consórcios, a União não tem cumprido o mínimo de 50% de participação no financiamento tripartite do Samu 192, comprometendo a continuidade do atendimento em várias regiões do estado. No caso do Consurge, o presidente do consórcio e prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes, afirma que parte do déficit se deve à ausência de habilitação da segunda etapa de implantação do serviço.

“O consórcio recebe os repasses apenas da primeira etapa habilitada. A segunda etapa já foi oficialmente solicitada ao Ministério da Saúde, mas ainda não houve retorno. Isso gera um desequilíbrio que pode afetar toda a operação do Samu na nossa região”, destacou.

Gustavo Nunes também alertou para outros dois pontos críticos: a ausência de repasse referente ao 13º salário dos servidores e a defasagem no salário dos condutores socorristas, o que dificulta contratações e pode provocar paralisações.

Em resposta, o Ministério da Saúde informou que os repasses federais ao Samu 192 de Minas Gerais são realizados de forma automática e regular, por meio do Fundo Nacional de Saúde. A pasta confirmou o recebimento de um ofício enviado pelos consórcios de saúde mineiros solicitando revisão nos valores de custeio e disse que o documento está sob análise técnica.