segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Vereadora Cida Lima denuncia exclusão de terceirizados em abono de Natal e sofre ataque em plenário

19/12/2025 2909 visualizações
Vereadora Cida Lima denuncia exclusão de terceirizados em abono de Natal e sofre ataque em plenário

realizada no dia 18 de dezembro, foi aprovado um Projeto de Lei que concede um abono natalino de R$ 6 mil reais aos servidores que se encontram em efetivo exercício na Casa Legislativa. 


O benefício, no entanto, não foi estendido aos trabalhadores terceirizados, que atuam diariamente no mesmo espaço, exercendo funções semelhantes, mas com direitos desiguais. 

A vereadora Professora Cida Lima (PT) votou a favor do abono, por entender a importância do reconhecimento financeiro no fim do ano, mas utilizou a tribuna para denunciar a injustiça da exclusão dos terceirizados e reafirmar sua posição histórica contra a terceirização no serviço público. 

Em sua fala, a parlamentar destacou que a terceirização tem provocado precarização do trabalho, perda de direitos e desigualdade entre trabalhadores que convivem no mesmo local. 

“É injusto que pessoas que limpam, cuidam, atendem e mantêm o funcionamento da Câmara, exercendo funções semelhantes aos demais, não sejam reconhecidas da mesma forma”, afirmou. 

A vereadora também lembrou que os prejuízos da terceirização são visíveis em todo o País: atrasos de salários em empresas terceirizadas da limpeza urbana, rotatividade constante de profissionais em hospitais públicos e a instabilidade de trabalhadores das diversas áreas, situações que afetam diretamente a qualidade do serviço prestado à população. 

Após sua manifestação, a vereadora foi alvo de ataques pessoais por parte do Presidente da Câmara, que se afastou do debate do projeto e adotou um tom ofensivo, atingindo a honra da parlamentar, única mulher entre os 19 vereadores e também a única representante da oposição de esquerda no Legislativo municipal. 

Ao solicitar o direito de resposta para se defender, a vereadora teve seu pedido negado, e a votação foi encerrada, configurando cerceamento do debate parlamentar. 

O episódio gerou forte reação de populares, dos movimentos sociais, do Partido dos Trabalhadores e outros partidos, que classificaram o ocorrido como violência política de gênero e reafirmaram que a Câmara deve ser um espaço de respeito, democracia e pluralidade de ideias.