quinta-feira, 16 de abril de 2026

Em discurso Bolsonaro solicita interferência dos EUA nas eleições de 2026

31/05/2025 2152 visualizações
Em discurso Bolsonaro  solicita interferência dos EUA  nas eleições de 2026

Durante o 2º Seminário Nacional de Comunicação do Partido Liberal (PL), realizado nesta sexta-feira (30) em Fortaleza, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil precisa contar com apoio internacional — especialmente dos Estados Unidos — para conseguir reverter o atual cenário político e jurídico do país.

 

Bolsonaro, que está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e se tornou réu por tentativa de golpe, declarou que não é possível vencer o que chamou de 'sistema' sem ajuda externa. “Com a ajuda de Deus e também com a ajuda de outro país lá do norte… Enganam-se aqueles que pensam que só nós temos condições de reverter esse sistema. Não temos. Precisamos da ajuda de terceiros”, disse, em uma referência indireta aos EUA.

A fala do ex-presidente ocorre em meio ao acirramento das tensões diplomáticas entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e autoridades norte-americanas. Bolsonaro reforça a tese de perseguição política, uma de suas principais bandeiras após deixar o cargo.

Na mesma ocasião, Bolsonaro comentou sobre sua proximidade com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. “Muitas coisas fizemos juntos e outras ficaram para o futuro”, declarou, deixando em aberto a possibilidade de futuras parcerias.

A menção aos Estados Unidos acontece logo após declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que sugeriu sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky — legislação que permite sanções a autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos. Moraes é o responsável por diversos inquéritos que envolvem Bolsonaro, incluindo os que apuram tentativa de golpe de Estado.

As articulações de Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente, também foram elogiadas durante o evento. Ele tem mantido contatos nos EUA com parlamentares e representantes de think tanks conservadores.

Com essa declaração, Bolsonaro reacende os debates sobre sua estratégia internacional para tentar reverter os efeitos de sua inelegibilidade e se reposicionar politicamente diante das acusações que enfrenta no Brasil.

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