segunda-feira, 1 de junho de 2026

EXCLUSIVO: Relatos internos apontam possível uso de sistemas digitais em perícias do INSS e levantam debate sobre decisões

28/05/2026 2047 visualizações
EXCLUSIVO: Relatos internos apontam possível uso de sistemas digitais em perícias do INSS e levantam debate sobre decisões

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) volta ao centro de discussões públicas diante de críticas recorrentes de segurados sobre o processo de concessão do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e a atuação das perícias médicas. 

O tema ganhou força em diferentes regiões do país, especialmente em agências de atendimento, onde segurados relatam insatisfação com resultados de perícias que, em alguns casos, divergem dos laudos apresentados por médicos assistentes.


 Essas divergências são previstas no próprio sistema previdenciário, já que a avaliação pericial do INSS segue critérios técnicos e legais específicos para verificar a capacidade laboral no momento do exame. 

Especialistas explicam que o perito médico federal tem autonomia para analisar exames, histórico clínico e condições atuais do segurado, podendo concordar ou não com relatórios externos. 

Essa autonomia é considerada parte do modelo de avaliação previdenciária adotado no Brasil, embora frequentemente seja alvo de questionamentos por parte de pacientes. 

Outro ponto que entra no debate é a estrutura de incentivos internos do órgão, como a GDASS (Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social), vinculada a metas institucionais e avaliações de desempenho. 

A gratificação, segundo normas do serviço público, não está diretamente associada a decisões individuais de concessão ou indeferimento de benefícios, mas sim a indicadores globais de produtividade e qualidade do atendimento. 

Apesar disso, críticas sobre a forma como as perícias são conduzidas costumam chegar a órgãos de controle, como o Ministério Público Federal, e também ao Judiciário, onde muitos segurados recorrem em busca de revisão das decisões administrativas. 

Em diversos casos, a Justiça Federal determina novas perícias realizadas por peritos judiciais independentes. 

O debate revela um desafio permanente: equilibrar a eficiência na concessão de benefícios previdenciários com a garantia de justiça e segurança aos segurados que dependem do sistema. 

Enquanto isso, o INSS mantém canais oficiais de recurso e revisão para contestação de decisões, dentro da própria estrutura administrativa. 

A discussão segue aberta e envolve tanto aspectos técnicos da medicina pericial quanto a percepção social sobre a qualidade do atendimento prestado ao cidadão.