Crise política na PMI: aliados de Gustavo Nunes em rota de colisão
A Prefeitura de Ipatinga vive um novo capítulo de tensão política. O vereador Matheus Braga, do mesmo grupo que relegeu o prefeito Gustavo Nunes, antigo aliado e um dos principais nomes da base governista, estaria em rota de colisão com o atual secretário de Governo, Everton Campos.

De acordo com informações obtidas por nossa reportagem junto a uma fonte ligada à base aliada do governo, o embate entre Matheus Braga e o secretário Everton Campos teria ganhado força nas últimas semanas, culminando em uma crise interna no grupo político do prefeito.
Apesar do clima de conflito, a fonte assegura que a relação entre o vereador e o prefeito permanece sólida e que os dois seguem se encontrando para discutir estratégias políticas. Segundo o informante, “essa briga é mais fogo de palha do que ruptura; algumas pessoas serão sacrificadas para o bem do grupo político do prefeito”.

Ainda conforme a fonte, a queda de Everton Campos teria sido articulada a pedido do vereador Matheus Braga e do assessor direto do prefeito, Léo Wernerk, apontado como desafeto político do atual secretário.

Nos bastidores, comenta-se que o maior erro de Everton Campos foi ter colocado seu nome como pré-candidato à Prefeitura de Ipatinga nas eleições de 2028, o mesmo objetivo político atribuído ao vereador Matheus Braga.
Em anúncio à imprensa, o secretário Everton Campos afirmou ter recebido um convite do empresário Anderson Franco para integrar sua equipe de trabalho e que, por esse motivo, poderia deixar o cargo de secretário de Governo.
Um vereador da base aliada avaliou que a saída de Everton Campos deve gerar uma lacuna na interlocução entre o Executivo e o Legislativo municipal. Segundo ele, “estamos acostumados com o jeito do Everton. Outro secretário terá dificuldade de manter a coesão do grupo e a mesma comunicação entre a Prefeitura e a Câmara”.
A situação expõe um cenário de instabilidade e reconfiguração política dentro da gestão de Gustavo Nunes, que tenta equilibrar alianças e preservar a unidade de seu grupo diante das movimentações que já apontam para o tabuleiro eleitoral de 2028.