Cassação de vereador que denunciava supostas irregularidades gera repercussão em Inhapim
A Câmara Municipal de Inhapim aprovou, durante sessão de julgamento realizada na quinta-feira (28), a cassação do mandato do vereador Edimilson Pereira Lima.
A medida foi oficializada por meio do Decreto Legislativo nº 008/2026, promulgado pela Mesa Diretora da Casa.
Segundo o decreto, a cassação ocorreu após a procedência de denúncia analisada no Processo Político-Administrativo nº 03/2025.
O caso envolve declarações feitas pelo parlamentar relacionadas a uma denúncia sobre supostos atos ilícitos em uma escola localizada na comunidade do Córrego do Alegre.
Durante a votação em plenário, oito vereadores votaram favoravelmente à perda do mandato, enquanto apenas um parlamentar se posicionou contra a cassação.
De acordo com o documento oficial, a decisão teve como fundamento a infração político-administrativa prevista no inciso III do artigo 7º do Decreto-Lei nº 201/1967 e no inciso II do artigo 32 da Lei Orgânica do Município de Inhapim.
Vereador ganhou notoriedade por fiscalizações Edimilson Pereira Lima tornou-se conhecido na região por sua atuação fiscalizatória e pelas denúncias que fazia contra atos que considerava irregulares no Executivo Municipal e também no Legislativo.
Em diversas transmissões e publicações nas redes sociais, o vereador afirmava ser alvo de perseguição política por parte da administração municipal e da presidência da Câmara.
Entre os episódios de maior repercussão de sua trajetória política está a mobilização contra o fechamento de uma via vicinal por uma empresa concessionária de pedágio, ação que ganhou destaque e apoio de moradores da região.
Comunicação à Justiça Eleitoral Com a publicação do decreto, a Câmara Municipal determinou o envio de comunicação oficial à Justiça Eleitoral, por meio da 128ª Zona Eleitoral de Minas Gerais, ou sediada em Inhapim, para adoção das providências legais decorrentes da vacância do cargo.
O decreto também estabelece a convocação e posse do suplente Abenício Gomes Turíbio, que deverá assumir a cadeira na sessão ordinária marcada para o dia 1º de junho de 2026, às 18h30.
A decisão foi assinada pelo presidente da Câmara, Afonso Carlos Vieira, pelo vice-presidente, José de Oliveira Batista, e pela secretária, Regiane Oliveira Barreto.
A reportagem acompanha os desdobramentos do caso e buscará posicionamento do ex-vereador Edimilson Pereira Lima sobre a decisão da Câmara.