Sargento Rodrigues rejeita apoio do PL a Mateus Simões e cogita disputar governo de Minas em 2026
BELO HORIZONTE – A corrida eleitoral para o governo de Minas Gerais em 2026 começou a esquentar com declarações contundentes do deputado estadual Sargento Rodrigues (PL). Em entrevista ao programa Café com Política, do canal O TEMPO no YouTube, exibido nesta quinta-feira (25), o parlamentar afirmou que não aceitará qualquer tentativa do Partido Liberal (PL) de apoiar o vice-governador Mateus Simões (Novo) como candidato ao Palácio Tiradentes.
Segundo Rodrigues, o nome de Simões enfrenta forte rejeição entre os profissionais da segurança pública, setor que representa uma das principais bases de apoio político do deputado.
“Faremos de tudo para que o PL não apoie o Mateus Simões. Se for preciso, irei até o Bolsonaro e colocarei meu nome à disposição para ser candidato a governador”, declarou.
A fala de Rodrigues surge em meio à aproximação entre o deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL, e o vice-governador. No último mês, Domingos acompanhou o ex-presidente Jair Bolsonaro em uma visita a Simões, o que foi visto por aliados de Rodrigues como um movimento articulado para consolidar o nome do vice-governador dentro do partido.
Rodrigues classificou a aliança como uma “forçação de barra” e reafirmou que lutará para manter a coerência ideológica do partido, sobretudo em defesa dos valores que representa.
A possível candidatura de Sargento Rodrigues ao governo de Minas promete reorganizar o cenário político no campo da direita, especialmente diante das disputas internas que vêm se desenhando no PL. Com base sólida nas corporações militares e entre eleitores conservadores, o parlamentar surge como uma alternativa com respaldo popular dentro do partido.
Até o momento, Mateus Simões ainda não oficializou sua pré-candidatura ao governo de Minas, mas nos bastidores já é tratado como nome natural do grupo que dá sustentação ao atual governador Romeu Zema (Novo).
A definição do apoio do PL será decisiva para a configuração das alianças em 2026 e pode influenciar diretamente o apoio de Jair Bolsonaro no estado.