quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Presidente do Cuiabá critica clubes endividados e defende regras mais rígidas para o futebol brasileiro

11/10/2026 2031 visualizações
Presidente do Cuiabá critica clubes endividados e defende regras mais rígidas para o futebol brasileiro

O presidente do Cuiabá, Cristiano, criticou a gestão financeira de clubes do futebol brasileiro e apontou Corinthians, Santos, Botafogo, Sport e Avaí entre as equipes que, segundo ele, enfrentam problemas relacionados ao pagamento de suas obrigações financeiras. 

Na avaliação do dirigente, eventuais medidas do governo federal envolvendo as empresas de apostas esportivas, as chamadas bets, não deveriam servir de justificativa para dificuldades financeiras de clubes que não conseguem manter suas contas em dia. 

Para ele, equipes bem administradas têm melhores condições de enfrentar mudanças no cenário econômico e regulatório. 

Fair play financeiro e responsabilidade dos clubes Cristiano também criticou a possibilidade de clubes pressionarem pela prorrogação dos prazos de implementação das regras de fair play financeiro.


 Na visão do dirigente, eventuais dificuldades de arrecadação não podem ser utilizadas para justificar problemas de gestão, falta de planejamento ou descumprimento de compromissos financeiros. 


O presidente defende que o futebol brasileiro avance na adoção de regras mais rígidas de controle financeiro, com previsão de novas exigências a partir de dezembro de 2026, conforme o cronograma mencionado em sua avaliação.


 A preocupação é impedir que clubes com dívidas recorrentes consigam flexibilizar as regras por meio de pressões políticas ou institucionais, transferindo para o sistema do futebol as consequências de uma administração financeira inadequada. 

Salários elevados preocupam clubes da Série B Outro ponto levantado é o custo da folha salarial, especialmente entre as equipes que disputam a Série B do Campeonato Brasileiro. Segundo o argumento apresentado pelo dirigente, existem clubes que pagam mais de R$ 500 mil mensais a determinados jogadores, valores que podem comprometer o equilíbrio financeiro das instituições. 

Em equipes com receitas limitadas, uma parcela significativa da arrecadação pode acabar comprometida com salários e encargos. 

Quando o orçamento não é compatível com os gastos, aumentam os riscos de atrasos salariais e do crescimento das dívidas. 
A defesa de uma política de contenção de despesas passa, portanto, pela adequação dos salários à capacidade financeira de cada clube. Pagamento 
em dia deve ser prioridade 


A discussão sobre o fair play financeiro coloca em evidência um desafio do futebol brasileiro: conciliar competitividade esportiva com responsabilidade administrativa. 

Para os clubes da Série B, a prioridade deve ser construir orçamentos realistas, controlar os gastos e garantir que os jogadores recebam seus salários em dia. 
Contratações caras e compromissos acima da capacidade de arrecadação podem comprometer não apenas a temporada, mas também a sustentabilidade financeira das instituições.


Presidente do Cuiabá questiona tentativa de flexibilização das regras, defende punições esportivas mais severas e afirma que dívidas de transferências prejudicam o planejamento dos clubes.