sexta-feira, 5 de junho de 2026

Impasse salarial aumenta e servidores municipais de Coronel Fabriciano caminham para greve

02/06/2026 2008 visualizações
Impasse salarial aumenta e servidores municipais de Coronel Fabriciano caminham para greve

Coronel Fabriciano – A campanha salarial dos servidores municipais de Coronel Fabriciano ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (1º). 

Em assembleia promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Coronel Fabriciano (Sintmcelf), a categoria rejeitou a proposta apresentada pela administração municipal e aprovou o indicativo de greve. 

A votação registrou ampla maioria contrária à proposta do Executivo. Dos 105 participantes da assembleia, 74 votaram pela rejeição da oferta da Prefeitura, enquanto 24 se posicionaram favoravelmente. 

Também foram contabilizados dois votos em branco e um voto nulo. Com a decisão, o sindicato convocou uma reunião do Conselho de Greve para esta terça-feira (2), às 13h, na sede da entidade. 

O encontro deverá definir as próximas ações do movimento e a possível data de início da paralisação.


 

Segundo representantes da categoria, a mobilização faz parte da campanha salarial de 2026, que busca reajustes salariais e avanços nas condições de trabalho dos servidores municipais. 

Piso do magistério vira disputa judicial Além das reivindicações salariais gerais, o sindicato também intensificou a cobrança pelo cumprimento do piso nacional do magistério. 

A presidente da entidade, Sirlene Vaz, anunciou que foi protocolada uma ação coletiva na Justiça de Coronel Fabriciano para exigir que o município cumpra a legislação federal referente ao piso dos profissionais da educação. 

De acordo com Sirlene, a reivindicação vem sendo apresentada há cinco anos durante as negociações salariais, sem que houvesse uma solução definitiva. A dirigente sindical afirma que o município não tem efetuado o pagamento conforme os valores estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC).


 Ainda segundo a presidente do sindicato, a administração municipal teria informado neste ano que não reconhece a obrigatoriedade do piso nacional do magistério, posicionamento que motivou a judicialização da questão. 


O cenário agora é de expectativa entre os servidores, que aguardam as deliberações do Conselho de Greve e o andamento da ação judicial. 

A possibilidade de paralisação poderá impactar diversos setores da administração municipal caso não haja avanço nas negociações entre a categoria e o Executivo.