quinta-feira, 16 de abril de 2026

Educação em saúde e cuidado personalizado fazem toda a diferença no controle da asma

20/06/2025 2170 visualizações
Educação em saúde e cuidado personalizado fazem toda a diferença no controle da asma

Respirar bem sempre foi sinônimo de qualidade de vida. Para quem convive com a asma, uma doença crônica que, segundo o Ministério da Saúde, atinge mais de 20 milhões de brasileiros, essa realidade tem ganhado novos contornos com os avanços da medicina e o fortalecimento da educação em saúde. No próximo sábado, 21 de junho, é celebrado o Dia Nacional de Controle da Asma, data em que o tema ganha ainda mais relevância, chamando atenção para o impacto direto do tratamento correto e do conhecimento sobre a doença na rotina dos pacientes.

 

 

O pneumologista e intensivista da Fundação São Francisco Xavier, Dr. Alexandre Amilar da Silveira, destaca que o entendimento atual da asma permite abordagens cada vez mais personalizadas. Ele explica que a doença não é única para todos e pode se manifestar de formas distintas. “Cada paciente apresenta um perfil diferente, por isso o tratamento deve ser individualizado, respeitando as características de cada quadro”, afirma o especialista.

 

 

Entre as principais inovações recentes estão os dispositivos inalatórios modernos, que oferecem combinações de um, dois ou até três medicamentos em um único aparelho. “São dispositivos seguros e precisos. A escolha do inalador deve levar em conta o que for mais confortável e fácil de usar para o paciente. O mais importante é que o uso aconteça com a técnica correta, orientada pelo médico e revisada, periodicamente, nas consultas de acompanhamento”, explica Dr. Alexandre. 

 

De acordo com o médico, com o bom uso desses novos dispositivos, procedimentos como a nebulização, muito comum no passado, tornaram-se praticamente desnecessários na maioria dos casos.

 

Para um grupo específico de pacientes com asma grave, surgiram ainda as terapias imuno-biológicas, uma nova linha de medicamentos que atuam diretamente no processo inflamatório. “Embora sejam indicados para uma parcela menor da população, esses medicamentos vêm oferecendo resultados promissores no controle da doença em quadros mais complexos. São avanços importantes que ampliaram o arsenal terapêutico, especialmente para quem enfrenta formas mais severas da asma”, pontua o médico.

 

Além do tratamento medicamentoso, o conhecimento do próprio paciente sobre sua condição tem se mostrado fundamental para o sucesso a longo prazo. A educação em saúde, segundo o Dr. Alexandre, é o principal pilar para garantir a adesão e eficácia do tratamento. “Quando o paciente entende a sua doença, aceita o diagnóstico e participa do processo, as chances de controle são muito maiores. Ele passa a reconhecer os primeiros sinais de descontrole e busca ajuda antes que as crises se agravem”, destaca.